Pessoas autistas existem todos os dias.
Pessoas com deficiência existem todos os dias.
Então por que a inclusão ainda aparece, muitas vezes, restrita ao mês de abril?
Outro ponto importante é que a informação ainda circula de forma limitada.
Grande parte das palestras, conteúdos e discussões sobre autismo e deficiência são direcionadas a profissionais da área ou às famílias. E, sim, isso é fundamental.
Mas a sociedade também precisa ser incluída nesse processo.
Porque a realidade dessas pessoas não é vivida apenas dentro de clínicas ou casas. Ela acontece no supermercado, no hospital, na rua, na escola, no transporte, nos espaços públicos.
E, nesses espaços, o despreparo é evidente.
Na área da saúde, por exemplo, ainda há uma lacuna importante no manejo de pessoas com deficiência. Falta preparo de equipes médicas, falta orientação para enfermeiros, falta uma recepção adequada. Falta compreender que o atendimento prioritário não é apenas uma placa, mas uma conduta.